Adorava sair por aí sem destino, sempre fui assim, um explorador desde pequeno, adorava sair por aí sentindo o vento mais forte no rosto conforme pedalava mais rápido. E buscava ver novos horizontes, novas imagens que eu as guardava como fotos na minha seção de memórias de passeios de bicicleta.
A minha bicicleta era do tipo alta e grande pra mim, uma Monark roxa com adesivos pelo quadro, não tinha marchas, pneus grandes e grossos. Levei muita queda, enquanto estava aprendendo. Sim, a gente cai demais enquanto estamos aprendendo alguma coisa, não é mesmo?! Às vezes, algumas quedas podem ser como uma que eu tive, uma que deixa marca pra sempre, isso mesmo, ainda tenho duas cicatrizes das duas quedas mais importantes pra mim, as que me fizeram aprender de verdade a não apertar o freio dianteiro quando se estar muito veloz, e sempre pensar duas vezes antes de chegar perto demais de um barranco, assim, verifica se consegue parar a bicicleta com o freio ruim que você tem, antes de cair ribanceira a baixo.
Dessas quedas eu tirei lições, tive que aprender por meio da dor, mais foi uma dor gostosa, porque hoje eu me lembro disso e rio. Se eu não tivesse vivido tais experiências não teria nada para contar.
As cicatrizes que tenho no meu corpo são pequenas, mas marcaram fisicamente e ganharam um lugar especial nas minhas memórias de infância. As cicatrizes que ganhamos na vida, servem para serem lembradas de vez em quando, pra gente não esquecer dos nossos erros, pra gente não errar novamente e se machucar, e sentir dor, e sofrer, nossas cicatrizes servem pra nos alertar e nos lembrar do que pode acontecer se persistirmos nos mesmos erros passados.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente um pouco...