sábado, 14 de agosto de 2010

Some change

         Eu ja nao amava essa pessoa fazia um tempo, a desconfiança era enorme, como se eu fosse um criminoso ou um estranho na vida dela. Tudo que eu queria era a tornar feliz, e ser feliz também. Com isso, fui me afastando dela, e sair a noite, sem ela, era proposital, porque em casa seus gritos, suas reclamações, sua desconfiança, a proibição de ver meus amigos, tudo pra me manter preso a ela, so estava estragando nosso relacionamento. Eu me sentia como um passarinho, preso numa gaiola pela sua dona que o alimentava bem, mas o tirava o gosto pela vida, pois o mantinha preso, com medo da provável fuga do passarinho. Talvez fosse verdade, se ela afrouxasse um pouco e me desse uma brecha seria o suficiente para promover minha fuga. Já não olhava para ela com olhos de quem ama uma pessoa. Sentia repugnância pela minha dona, sentia vontade de fugir dela. Se ao menos tivesse me mantido livre para ir e voltar, me dado amor, e confiasse em mim, com certeza eu amaria a minha dona, e minha consciência pesaria cem toneladas se estivesse prestes a trair a confiança dela. Resumindo tudo o que esse pássaro queria era uma brecha para escapar.
        E fugi, fui para outra cidade, vim para o ponto extremo oriental, larguei tudo o que tinha, voltei para casa, o pássarinho havia virado um pássaro fugitivo. Fiz novas amizades, e tentei aproveitar a vida da melhor forma. Comecei com muitas festas e shows. Meus amigos, sempre estiveram prontos para  me abraçar novamente. E a partir daí, jamais voltaria para aquela gaiola.
      Sua ex-dona o procurou, em toda parte. Em todas as vias de comunicação, mandando pombos-correio, mas não houve resposta daquele passarinho. O pássaro estava decidido que refaria sua vida novamente pela ultima vez. E ainda está convicto que dessa vez não haverá erros. Tudo vai dar certo dessa vez.

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